MOEMA E JANDUY
I
Havia
por estas bandas
Várias
aldeias de índios
Entre
elas uma maior
Onde
morava uma índia
Que
se chamava MOEMA
Filha
de DIACUY
E
do cacique JERERA
II
Essa
índia era a mais linda
De
todas que lá viviam
Sua
beleza era tanta
Que
os astros se escondiam
Quando
ela estava ali
Despertando
amor em todos
Mas ela só quis JANDUY
III
JANDUY
era um guerreiro
Filho
do grande Pajé
De
físico avantajado
Querido
por toda mulher
Por
ser honesto e valente
Seu
pai vivia contente
Por
ele ser como é
IV
No
começo ele pensava
Que
era só brincadeira
Pois
sendo muito bonita
Ela
era bandoleira
Mas
com o tempo ele viu
Que
o amor só crescia
Quando
a ela se uniu
V
Desse
momento em diante
MOEMA
muito feliz
Por
ter sempre ao seu lado
O
carinho e o amparo
Do
guerreiro JANDUY
Que
sempre estava ali
Pra
lhe dar amor tão caro
VI
Logo
os dias se passaram
O
tempo ficou mais curto
Pois
MOEMA e JANDUY
Nunca
mais se separaram
Ele
com ela de braços
Percorriam
toda mata
Vivendo
momentos raros
VII
Colhiam
frutas e pescavam
E
nas praias se banhavam
Ouviam
o cantar dos pássaros
A
felicidade era ali
MOEMA
só tinha olhos
Pro
guerreiro JANDUY
VIII
Toda
tribo acostumada
Com
o amor daqueles dois
Dançava
e fazia festa
Não
deixava pra depois
E
o Cacique feliz
Abençoava
o amor
De
MOEMA e JANDUY
IX
Certo
dia bem cedinho
Como
era de costume
JANDUY
foi ver MOEMA
E respirar seu perfume
Pensando
no seu amor
Querendo tê-la nos braços
Foi
logo se aproximando
X
Chegou
pertinho da rede
Onde
MOEMA dormia
Sempre
bela e serena
Ao
se curvar pra abraçá-la
Sentiu
a amada fria
E
ao olhar com mais cuidado
Sua
esperança sumia
XI
MOEMA
estava morta
Com
um semblante feliz
Como
que agradecendo
Pelo
amor de JANDUY
Com
desespero e agonia
Gritou
acordando a Aldeia
E
todos correram ali
XII
O
Cacique em dor profunda
Chamou
o nome da filha
Mas
ela não se mexia
Pois
estava moribunda
E
o choro de toda tribo
Lamentando
o ocorrido
Confirmava
o que ele via
XIII
Prepararam
a cerimônia
Para
sepultar MOEMA
E
o guerreiro JANDUY
Ao
lado de sua amada
Olhando
para seu rosto
Mesmo
com tanta dor
Viu
como estava serena
XIV
Ao
chegar à sepultura
No
meio da frondosa mata
JANDUY
de tanta dor
Por
perder o seu amor
Não
aguentando chorava
E
seu choro era tamanho
Que
o lugar inundava
XV
Do
seu choro abundante
Surgiu
o primeiro “olheiro”
Depois
vieram os outros
Bem
diante dos guerreiros
Que mostravam o corpo nu
Surpresos
viram surgindo
O
grande RIO MOPPEBU
XVI
Esse
Rio Mipibu
Surgido
assim de repente
Do
choro desesperado
Do
guerreiro JANDUY
Por
seu amor à MOEMA
Mesmo
não sendo o de antes
Ainda
está ali
XVII
À
grande Mata da Bica
Palco
daquele amor
Dos
dias por eles vividos
Que
findou com tanta dor
JANDUY deu de presente
E
a tribo ficou contente
Com
o Rio Mipibu
XVIII
Para
quem ler esses versos
Fica
escrita uma lição
Não
duvide do amor
De
quem tem um coração
Pois
mesmo com um corpo perfeito
Eu
já vi muitas pessoas
Vivendo
na solidão
XIX
MOEMA
e JANDUY
Provaram
pra humanidade
Que
um grande amor é possível
Basta
ter sinceridade
Que
milagres acontecem
Tanto
faz EU como TU
E
pra provar o que digo
VEJA
O RIO MIPIBU!!!
Maria Lúcia Amaral
Duvidar do AMOR!!!! Jamais amiga Lucia. Adorei estes Versos. Lindos mesmo. Bjos.
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