segunda-feira, 18 de maio de 2015

PEQUENA HISTÓRIA DA USINA "LUZ E FORÇA"

 

            Elí Gomes de Abreu, (mais conhecido Elí Alexandrino) filho do ex Prefeito Áureo Tavares de Araújo e de Maria Gomes de Abreu (não foi registrado com o nome do pai por motivos particulares, que aqui não são relevantes). Começou a trabalhar na USINA “LUZ E FORÇA” de propriedade do senhor Júlio Cavalcanti Ramalho, no dia 01 de do setembro de 1957 (Portaria nº 78 do Poder Executivo) e saiu em 1969, quando a energia de Paulo Afonso já havia chegado à nossa cidade em 1965, e a Usina foi desativada e alguns dos seus funcionários perderam o emprego, inclusive Eli, após 12 anos trabalhando como “Auxiliar de Foguista”, ganhando dois mil cruzeiros; o titular “Foguista” ou “Maquinista” era João Lunguinho de Souza, ou simplesmente ZERIEL, ganhando mais de três mil cruzeiros de salário. Outros, como Manoel Francisco de Lima (Seu Manoel de D. Alexina) foi contratado pela Prefeitura para ser “ajudante de maquinista” com um salário de três mil cruzeiros, e José Estevão de Lima Filho (Zé da Caixa ou “Caxixí) foi contratado para ser o “encarregado” da Caixa D’água da referida Usina (Portaria nº 79 de 19 de agosto de 1959, ganhando hum mil cruzeiros); Manoel Lima de Oliveira – ou simplesmente Oliveira, foi contratado pela Prefeitura Municipal para exercer as funções de “Maquinista da Caldeira” da Fonte Pública (Portaria Municipal nº 80 de 19 de agosto de 1959, percebendo um salário de dois mil cruzeiros). Segundo Elí,  “ o pagamento das contas da luz, era feito na casa do proprietário” (onde atualmente é o anexo da casa da família do senhor Serafim) sob a responsabilidade de uma funcionária, entre elas a saudosa Isa Palhano. Posteriormente  esse  pagamento (passou a ser feito nas dependências da Usina.

O prédio da Usina era formado desde a Caixa D’água -  onde atualmente é a sede da Câmara Municipal -  até o depósito de lenha, hoje a “gruta”, formando assim um só bloco: CÂMARA MUNICIPAL, CERÂMICA “MARTA JOB”, IRMANDADE E GRUTA, era o antigo prédio da USINA LUZ E FORÇA DE SÃO JOSÉ DE MIPIBU até 1965, quando os motores foram arrancados e vendidos como “sucata”, numa atitude leviana e interesseira de quem de direito na época! O motor grande gerava a energia e o pequeno, puxava a água da fonte da Bica através de uma bomba, abastecendo – além de São José de Mipibu – Nísia Floresta, Monte Alegre, Vera Cruz, além dos engenhos; os postes eram de madeira e as lâmpadas de 15 velas.

            Antigamente, a cidade de São José de Mipibu Era iluminada pelos velhos e famosos Lampiões de gás – como em quase todas as cidades do país – que eram acesos por um funcionário da Intendência  (um desses foi José Palhano, pai de Eusa Palhano)) que todas as tardes noites, saía com um longo cabo de madeira e colocava o gás nos lampiões para depois acendê-los.




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