quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

CARNAVAL..., MAGIA BRASILEIRA!!!













..." Esse ano não vai ser

                       Igual aquele que passou

Eu não brinquei
                              Você também não brincou
       
A minha fantasia que comprei ficou guardada
A sua também ficou pendurada
Esse ano ta combinado
Nós vamos brincar separados...!”
                                            
                                      

     

CARNAVAL
História, símbolos e significado



         O festejo que hoje é chamado carnaval surgiu na Europa no século XI e era caracterizado pelo hábito de celebrar a chegada da Quaresma. Em cada país europeu isso acontecia de uma forma. Em Portugal, o costume era de pregar peças e a brincadeira recebia o nome de ENTRUDO (que significa início).
         A comemoração chegou ao Brasil por intermédio dos colonos portugueses. Há um registro de 1553, do Engenho Camarajibe perto de Olinda (PE), de uma terça feira de entrudo, antes da quarta feira de cinzas. No Rio de Janeiro, as brincadeiras de rua eram descontroladas, chegando a assustar a população, que considerava o evento “selvagem”. Havia duas maneiras de brincar: nas ruas, a mais popular e dentro de casa, o entrudo familiar.
         Até o século XIX as v ias públicas eram ocupadas pelas classes subalternas, dentre elas os escravos, que tinham permissão para brincar o carnaval. A brincadeira consistia em jogar qualquer líquido ou pó uns nos outros. ERA O ENTRUDO DAS RUAS mais agressivo e espontâneo que o familiar. Vale dizer que a água não era encanada e o escravo “aguadeiro” tinha de levá-la das fontes até as residências e como era farta e acessível eles a usavam nas brincadeiras. No entanto, havia os escravos chamados de “tigres” que - no lugar da água -  transportavam “fezes e urina” e por isso eram muito temidos. O ENTRUDO FAMILIAR acontecia no interior das residências. Após almoços ou jantares, as pessoas jogavam “limões de cheiro” (eram bolas de cera que continham água ou líquido perfumado no seu interior) uma nas outras. Não havia fantasias mas o rosto era pintado de branco, para os escravos e de preto, para os brancos pobres. Disso tudo se conclui que o carnaval dessa época era eminentemente popular.
Com relação as ESCOLAS DE SAMBA, muito antes delas surgirem, o povo do Brasil colonial já tinha contato com os desfiles fora do período do carnaval. Havia desfiles nas procissões religiosas o nos cortejos reais. Com a criação das Sociedades Carnavalescas esse hábito se estabeleceu definitivamente nos dias de folia. Começaram a surgir as fantasias como a CHICARD, que era uma fantasia importada da Europa e bastante freqüente no bailes. Consistia num elmo de metal, um penacho, uma jaqueta, sapato engraxado ou bota longa. Outra fantasia usada era o ZUAVO (fantasia de soldado francês argelino), muito frequente nas sociedades da época A Sociedade “Tenentes do Diabo” a usava  por inspiração européia. Consistia de um gorro, uma jaqueta bordada, calça tipo bombacha e sapatos. As agremiações de samba da atualidade surgiram nos encontros de sambistas que formavam as Associações, ou de Blocos Familiares e são características essenciais dos morros da Cidade Maravilhosa e consideradas UMA DAS SETE MARAVILHAS DO MUNDO MODERNO!!!
Os BAILES CARNAVALESCOS surgiram para tentar “civilizar” os entrudos  - que permaneceu sendo comemorado do século XVI até o final do século XIX – trazendo o carnaval de Paris e seus famosos “bailes de máscaras”. Com o tempo, entrudos das ruas. Era o PASSEIO. Daí surgiram os desfiles com fantasias em carruagens. Isso aconteceu no período de 1830 a 1840. Para uma melhor compreensão da evolução do nosso carnaval, detalhamos os períodos e seus acontecimentos:

 . 1830/1840 = Os grandes bailes carnavalescos
  . 1855 = Começam a se formar as grandes SOCIEDADES CARNAVALESCAS, que implantaram o desfile – chamado de “passeio” – com roteiro pré determinado, e com divulgação nos jornais. As fantasias eram variadas e mantinham o padrão dos bailes. Uma das mais importantes foi O CONGRESSO DAS SUMMIDADES CARNAVALESCAS.
  . 1885 = A partir dessa data além dos passeios, as Sociedades passaram a realizar grandes bailes em suas sedes. No final do século XIX, os Folcloristas e os jornais classificam o carnaval em dois: Grande carnaval do qual faziam parte os bailes e as grandes sociedade. Era tido como moderno e organizado. O Pequeno carnaval  eram as manifestações mais simples, de rua, como o ZÉ PEREIRA que eram blocos muito animados e um tanto organizados. Desfilavam com tambores de origem portuguesa. As grandes Sociedades do início terminam para dar lugar as grandes AGREMIAÇÕES CARNAVALESCAS dos dias atuais.
  . 1904 = Surge o CORSO que eram desfiles de pessoas fantasiadas em automóveis, jogando flores ou confetes uma nas outras.
  . Nos anos 20 = Começa a haver uma valorização da cultura negra. Aparece o SAMBA batucado no Estácio, na Mangueira e nos subúrbios.
  . 1932 = Na Praça Pio XI (Rio de Janeiro) ocorre o primeiro concurso de ESCOLAS DE SAMBA.
  . Anos 40 = Já estruturado, o desfile segue para a Avenida Rio Branco (RJ).
  . Anos 50 = Os carnavalescos Arlindo Rodrigues e Fernando Pamplona passaram a tratar os desfiles das Escolas de Samba como um espetáculo e estes passam a acontecer na Avenida Presidente Vargas (RJ).
  . Anos 70 = As Escolas de Samba entram na fase do luxo e da grandiosidade.
  . 1984 = É inaugurado o SAMBÓDROMO na Marquês de Sapucaí e tudo passa a ser um grande espetáculo.  O desfile das Escolas se internacionaliza e ganha um caráter empresarial tornando-se O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA!
Atualmente o carnaval é comemorado em todo País, na época e fora da época. A Bahia e o Recife tornaram-se os expoentes máximos dos carnavais de rua. Enfim, o Brasil transformou-se no “País do Carnaval”






     GRANDES PERSONAGENS DO CARNAVAL





São os três personagens fundamentais em qualquer baile de fantasia, ou desfile de Escola de Samba, e surgiu no Teatro de Comédia Italiana. É fonte de inspiração dos poetas e músicos e surgiram no Brasil, no começo do século XX. Hoje, totalmente incorporados ao trido momesco.



       COLOMBINA
                                         
É um personagem da Comédia Italiana, uma companhia de atores que se instalou na França entre os séculos XVI e XVIII para difundir a Commedia Dell’Arte, forma teatral original com tipos regionais e textos improvisados.

Colombina também era empregada da corte de *Pantaleão (uma criada de quarto) surgia vestida de branco e era disputada pelo amor do Pierrot e do Arlequim. Mas, esperta, sedutora e volúvel, a amante de Arlequim às vezes vestia-se como “arlequineta” em trajes de cores variadas, como as de seu amante. Cantava e dançava graciosamente para encantá-lo. O Pierrot, triste e tímido, jazia ao lado, sofrendo o seu amor.

 Era um mercador de Veneza e um homem muito rico, tirano, avarento, desajeitado, mas galanteador, e apesar de sua idade avançada era famoso pelas suas aventuras sexuais.  Era alvo constante das gozações dos servos, e de outros personagens da trama. Representa nessa comédia, o conservadorismo hipócrita da sociedade.

              
   ARLEQUIM


      Arlequim, assim como Pierrot, era servo de Pantaleão, o mercador de Veneza (que virou uma peça de Shakespeare). Mas Arlequim era um malandro esperto, preguiçoso e insolente, que já entrava em cena saltitando e fazendo movimentos acrobáticos. Era também um debochado e adorava criar confusões com os outros personagens. Usava uma roupa feita inicialmente de muitos remendos coloridos  em losango, e tinha o rosto sujo de barro.
    Dos três personagens da Commedia dell’Arte, o Arlequim seria o mais “brasileiro”. Brincalhão, divertido e malandro, ele inspirou os blocos carnavalescos de antigamente, de onde trago lembranças dos carnavais da minha infância, quando as figuras fantasiadas – os papangus – iam de casa em casa, passando pela minha, pedindo dinheiro ou comida e sempre aprontando alguma. Esse duplo caráter dessas figuras carnavalescas (alegres tristes) sempre me trouxe um misto de medo e atração.



PIERROT

              Seu nome original era Pedrolino, mas foi batizado, na França do século XIX, como Pierrot e assim ganhou o mundo. O mais pobre dos personagens serviçais, vestia roupas feitas de sacos de farinha, tinha o rosto pintado de branco e não usava máscara. Vivia sofrendo e suspirando de amor pela Colombina. Por isso, era a vítima preferida das piadas em cena. Não foi à toa que sua atitude, sua vestimenta e sua maquiagem influenciaram todos os palhaços de circo.



                           REI MOMO

    A mitologia grega trata Momo, filho do Sono e da Noite, como o deus da zombaria, do sarcasmo, da galhofa, do delírio, da irreverência e do achincalhe. Diante do seu costume de criticar e ridicularizar os outros deuses, a divindade maior do Olimpo perdeu a paciência com ele e o despachou para a Terra, onde o divino deportado passou a ser representado por um jovem tirando a máscara e mostrando o rosto zombeteiro, ao mesmo tempo em que sacudia guizos e apresentava o estandarte da folia que era a razão da sua existência. Na Europa – nos tempos mais modernos - a figura do Rei Momo foi inspirada no “bufo” (ator de procedência portuguesa que representava pequenas comédias teatrais) que tanto divertiam os que o assistiam.   A coroação de um rei Momo na Terra vem de longa data, pois houve tempo em que na Roma antiga, durante a realização de determinadas festas, o soldado escolhido como o mais belo de todos era quem recebia a coroa de monarca brincalhão, o que lhe dava o direito de comer, beber e brincar até esgotar totalmente suas forças, sem que ninguém o impedisse de fazer coisa alguma. Depois de finda a farra, e ao contrário do que acontece hoje em dia, ele era solenemente levado ao altar do deus Saturno e ali sacrificado com todas as honras que merecia. A figura de Momo no carnaval brasileiro surgiu em 1933, no Rio de Janeiro, graças a um cronista esportivo do jornal “A Noite” que apresentou aos carnavalescos um boneco feito em papelão e sugeriu sua indicação como comandante da folia. Esse boneco desfilou no centro da cidade, sendo depois colocado em seu trono para presidir de forma simbólica as comemorações daquele ano. Mas como eram os proprietários do jornal não se contentaram com o resultado conseguido, foi então iniciada uma campanha para escolher um rei de carne e osso, que acabou sendo o muito gordo Moraes Cardoso, responsável pela seção de turfe da empresa jornalística. Após ser vestido como rei e saudado com um “Vive le Roi” pelos seus colegas de redação, o jornalista desfilou pelas ruas da cidade, onde foi saudado com muita serpentina, confete e lança-perfume. Estava criada, assim, a figura do rei Momo, primeiro e único. Moraes Cardoso reinou absoluto no carnaval carioca até 1948, quando faleceu. Depois, até 1967, seu substituto passou a ser escolhido por entidades carnavalescas e jornalistas, mas em 1968 sua eleição foi oficializada por lei estadual, e em 1988, por lei municipal. O concurso para a escolha do rei Momo, no Rio de Janeiro, tornou-se oficial em 1950, e desde essa época sua realização corresponde a um verdadeiro espetáculo popular.

       

     RAINHA DO CARNAVAL



   O primeiro Concurso para Rainha do Carnaval foi instituído também no Rio de Janeiro em 1950 por votos vendidos, isto é, era a Rainha quem vendesse mais votos. Somente em 1960 esse sistema foi substituído pela beleza da candidata.

     Os símbolos do carnaval são imagens que simbolizam as principais características do carnaval. São muito utilizados em decorações carnavalescas, campanhas de marketing e outros eventos relacionados à divulgação desta importante festa popular brasileira.



          PRINCIPAIS SÍMBOLOS DO CARNAVAL


  
MÁSCARA DE CARNAVAL



 A primeira máscara data de 30.000 anos A.C. e era fabricada e ornamentada para ser usada em celebrações, cultos e rituais de povos primitivos No Antigo Egito, o povo acreditava que a colocação de uma máscara na face dos mortos ajudava na passagem para a vida eterna. Na China, as máscaras eram usadas para afastar os maus espíritos, enquanto que os Gregos usavam as máscaras nas suas cerimônias religiosas. O mais antigo documento sobre o uso das máscaras em Veneza data de 02 de Maio de 1268. Outro, datado de 22 de Fevereiro de 1339, proibia os mascarados de vaguearem pela noite nas ruas da cidade. Todavia, o seu uso era permitido durante todo o carnaval, exceto nas festas religiosas e ao entrar nas igrejas. Durante todas as manifestações importantes, como as festas republicanas, era consentido o uso dos trajes Venezianos que compunham o uso das máscaras. Na Itália, os “bobos da corte”, artistas do riso, transformaram-se em Arlequim, Pulcinella, Pierrot e Colombina, personagens que inspiraram o Carnaval de Veneza, sendo que as máscaras tinham o poder de revelar ou ocultar sentimentos.
  Da necessidade do homem de se embelezar e de se transformar, surge em Veneza, no século XV, o primeiro baile de máscaras, “Ball Masquê”, onde o uso da máscara também se fazia necessário devido aos constantes conflitos políticos. Os Cortesãos mascarados faziam brincadeiras, confiantes no anonimato, extravasando todos os seus impulsos reprimidos, libertando-os das normas sociais Em Veneza, as máscaras também se tornaram peças decorativas, transformando-se na principal atividade econômica da região. Em relação à palavra Carnaval, esta tem origem na Idade Média, sendo que para uns, deriva de “carrum navalis”, que eram os carros navais que faziam a abertura das Dionisías Gregas nos séculos VII e VI a.C. e para outros, a palavra surgiu quando Gregório I, o Grande, em 590 d.C. transferiu o início da Quaresma para quarta-feira, antes do sexto domingo que precede a Páscoa. Ao sétimo domingo, denominado de “quinquagésimo” deu o nome de “Dominica ad carne levandas”, expressão que seria sucessivamente abreviada para “carne levandas”, “carne levale”, “carne levamen”, “carneval” e “carnaval”. Todas estas variantes têm origem em dialetos italianos (como o Milanês, Siciliano, Calabres, etc..) e que significam ação de tirar, que neste caso quer dizer “retirar a carne” e refere-se à proibição religiosa do consumo de carne durante os quarenta dias que dura a quaresma.

     É um dos principais e mais tradicionais símbolos do carnaval. O uso destas máscaras – nos carnavais europeus -   tem origem na cidade italiana de Veneza no século XVII. Os nobres usavam máscaras enfeitadas para manter o anonimato e aproveitar o carnaval junto com o povo. Esta tradição foi para Portugal e depois chegou ao Brasil onde é mantida até os dias de hoje, principalmente nas festas carnavalescas de salão.



PANDEIRO
   
O pandeiro é um importante instrumento musical utilizado nos sambas de carnaval. Portanto, ele representa as músicas (marchinhas, sambas-enredo e etc.) tocadas durante a festa. É  um instrumento musical de percussão com rodelas (soalhas) duplas de metal enfiadas em intervalos ao redor de um aro de madeira. Pode ser brandido para produzir som contínuo de entrechoque, ou percutido com a palma da mão e os dedos. Partes que compõem o pandeiro:

Fuste (aro de madeira) – Colagem de tiras de madeira (em torno de quatro), com cola de alta resistência e durabilidade. As fresas (aberturas onde ficam as platinelas) são de diversas alturas, conforme o tipo e tamanho. É ornamentado com marchetaria, se for um pandeiro tipo "Especial". Se for do modelo "Padrão" recebe um pequeno adorno. O modelo "Pop" é o mais simples e o de menor custo. São utilizadas diversas madeiras no acabamento, principalmente madeiras brasileiras, de grande resistência e leves. O fuste pode medir 8, 10, 10.5, 11 ou 12 polegadas.



SAMBISTAS



    Como o samba, é um dos principais elementos do carnaval, a figura do sambista simboliza a música e a dança carnavalesca. O sambista canta, toca e dá ritmo à festa, além de criar as letras de sambas que se tornarão populares, o samba enredo das Escolas é o foco do sambista na época do carnaval. A periferia do Rio de Janeiro (morros e favelas) é a exportadora dos melhores sambas na época e fora da época carnavalesca.


CONFETE E SERPENTINA




    Confetes e serpentinas são usados no carnaval há muito tempo. São elementos de diversão, além de dar um colorido todo especial a festa.



SOMBRINHAS DE FREVO


  
    Um dos principais símbolos do carnaval pernambucano, pois este estilo musical é muito presente no carnaval de rua deste estado.

  

BONECOS GIGANTES



    Um dos principais símbolos do carnaval de Olinda e representam figuras da sociedade e da política. A vezes a sua confecção e uso tem por motivo tanto pela aproximação de amizade ou sátira a algum desafeto.



       Representações Carnavalescas



A primeira escola de samba foi criada no dia 12 de agosto de 1928, no Rio de Janeiro, e chamava-se “Deixa Falar”, anos depois seu nome foi modificado para Estácio de Sá. Com isso, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo foram surgindo novas escolas de samba. Organizaram-se em Ligas de Escolas de Samba e iniciaram os primeiros campeonatos para escolher qual escola era a mais bonita e a mais animada. A região nordeste permaneceu com as tradições originais do carnaval de rua, como Recife e Olinda. Já na Bahia o carnaval fugiu da tradição, conta com Trios Elétricos embalados por músicas dançantes, em especial o axé.




     
Mestre-sala e porta-bandeira no carnaval do Rio de Janeiro

                                  



RIO DE JANEIRO



  A folia carnavalesca carioca começa antes dos dias oficiai do carnaval. Já no mês de setembro começam os ensaios nas quadras das diversas escolas de samba da cidade. No mês de dezembro a cidade já se agita com os denominados “ensaios de rua” e a mais nova criação: “ensaios técnicos”, que levam milhares de pessoas ao Sambódromo todo final de semana. Os desfiles oficiais são realizados durante a data oficial do carnaval.


                                PERNAMBUCO






    Milhares de pessoas saem pelas ruas de Olinda e Recife, a maioria fantasiadas e ao som do frevo (ritmo marcante do Estado). O carnaval de Pernambuco conta com dezenas de bonecos gigantes, os foliões são extremamente animados. Uma das grandes atrações é o galo carnavalesco “Galo da Madrugada”




                                       BAHIA





            

   O carnaval baiano é, sem dúvida, um dos mais calorosos e animados do Brasil e do mundo. Em especial na cidade de Salvador, onde se localiza os três principais circuitos carnavalescos: Dodô, Osmar e Batatinha. Por esses circuitos passam mais de 150 blocos organizados, cerca de 2 milhões de pessoas durante os dias de festa. Normalmente esses blocos se apresentam com os trios elétricos e com cantores famosos.

                                    SÃO PAULO




                 
    O carnaval paulista é similar ao carnaval carioca. Acontece um grande desfile das escolas de samba da cidade. O desfile ocorre em uma passarela projetada por Oscar Niemeyer. Há o desfile do Grupo Especial e do Grupo de Acesso, que acontecem na sexta-feira e no sábado, para não haver concorrência com o desfile do Rio de Janeiro.


                            LANÇA PERFUMES




                
  Deixei para o final desse trabalho o capítulo referente ao LANÇA PERFUMES – hoje terminantemente proibidas por lei – largamente utilizadas nos carnavais de rua e de clubes. Posso falar com conhecimento de causa, porque a usei muito nos carnavais que vivi e não havia nenhum receio, uma vez que a utilizávamos para chamar a atenção “daquele” de quem queríamos a atenção nos bailes da Associação. “Mas vi muitos amigos inalando o seu aroma e tendo ‘vertigens”. Há um caso muito especial de uma pessoa (não posso falar o nome por respeito, pois já faleceu) em um dos bailes de carnaval da Associação “tomando porre” (era assim que se dizia de quem inalava o lança perfumes) e numa dessas vezes CAIU COM TODO CORPO NO CHÃO SEM SENTIDOS. Foi levado às pressas para o hospital e saiu-se bem. Foi assim que o medo se espalhou entre nós jovens, quando soubemos que o perfume com éter contido no “lança perfumes” causaria sérios problemas cardíacos.


                              CONCLUSÃO


    E se hoje, o maior e melhor Carnaval do mundo é o do Rio de Janeiro, em cada recanto do país o período de Momo também é marcado pela descontração e pela troca de papéis sociais, onde todos aproveitam para se liberar de suas mazelas. Os religiosos aproveitam para descansar, recolhendo-se em retiros espirituais e preparando-se para o novo ano que se inicia de fato após os festejos momesco e com o fim das férias escolares.
                                                                                                                                  Maria Lúcia Amaral
2015
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